domingo, 21 de outubro de 2012

Técnica da Higienização das Mãos


Técnica da Higienização das Mãos

HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS: é a medida individual mais simples e menos dispendiosa para prevenir a propagação de infecções. O termo “lavagem das mãos foi substituído pelo termo “higienização das mãos” devido à maior abrangência deste procedimento”.

POR QUE FAZER? 
As mãos constituem a principal via de transmissão de microrganismos, pois a pele é um possível reservatório de diversos microrganismos, que podem se transferir de uma superfície para outra, por meio de contato direto (pele com pele), ou indireto, através do contato com objetos e superfícies contaminados. Na camada mais superficial da pele pode-se encontrar bactérias Gram-negativas, como enterobactérias (Ex: Escherichia coli), bactérias não fermentadoras (Ex: Pseudomonasaeruginosa), além de fungos e vírus que podem ser removidos por ação mecânica pela higienização das mãos com água e sabão, sendo eliminada com mais facilidade quando se utiliza uma formulação anti-séptica (Ex: álcool a 70% em gel).

PARA QUE HIGIENIZAR AS MÃOS?
A higienização das mãos apresenta as seguintes finalidades:
-Remoção de sujidade, suor, oleosidade, pêlos, células descamativas e da microbiota da pele, interrompendo a transmissão de infecções veiculadas ao contato.
-Prevenção e redução das infecções causadas pelas transmissões cruzadas.
A eficácia da higienização das mãos depende da duração e da técnica empregada.

PROCEDIMENTO PARA HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS

IMPORTANTE
-Antes de iniciar a higienização das mãos, é necessário retirar jóias (anéis, pulseiras, relógio), pois sob tais objetos podem acumular-se microrganismos. Estas podem ser recolocadas após higienização das mesmas.

HIGIENIZAÇÃO SIMPLES DAS MÃOS (LAVAGEM COM ÁGUA E SABÃO)
Finalidade: Remover os microrganismos que colonizam as camadas superficiais da pele, assim como o suor, a oleosidade e as células mortas, retirando a sujidade propícia à permanência e à proliferação de microrganismos.
Duração do procedimento: 40 a 60 segundos.

IMPORTANTE
No caso de torneiras com contato manual para fechamento, sempre utilize papel-toalha. 
O uso coletivo de toalhas de tecido é contra-indicado, pois estas permanecem úmidas, favorecendo a proliferação bacteriana.
Deve-se evitar água muito quente ou muito fria na higienização das mãos, a fim de prevenir o ressecamento da pele.

Passo a passo:
1º. Abrir a torneira e molhar as mãos, evitando encostar-se à pia.
2º. Aplicar na palma da mão quantidade suficiente de sabão líquido para cobrir todas as superfícies das mãos.
3º. Ensaboar as palmas das mãos, friccionando-as entre si.
4º. Esfregar a palma da mão direita contra o dorso da mão esquerda entrelaçando os dedos e vice-versa.
5º. Entrelaçar os dedos e friccionar os espaços interdigitais.
6º. Esfregar o dorso dos dedos de uma mão com a palma da mão oposta, segurando os dedos, com movimento de vai-e-vem e vice-versa.
7º. Esfregar o polegar direito, com o auxílio da palma da mão esquerda, utilizando-se movimento circular e vice-versa.
8º. Friccionar as polpas digitais e unhas da mão esquerda contra a palma da mão direita, fechada em concha, fazendo movimento circular e vice-versa.
9º. Esfregar o punho esquerdo, com o auxílio da palma da mão direita, utilizando movimento circular e vice-versa.
10º. Enxaguar as mãos, retirando os resíduos de sabão. Evitar contato direto das mãos ensaboadas com a torneira.
11º e 12º. Secar as mãos com papel-toalha descartável, iniciando pelas mãos e seguindo pelos punhos. Desprezar o papel-toalha na lixeira para resíduos comuns.


FRICÇÃO ANTI-SÉPTICA DAS MÃOS (USO DE ÁLCOOL GEL A 70%)
Finalidade: Reduzir a carga microbiana das mãos (não há remoção de sujidades). A utilização de gel alcoólico a 70% pode substituir a higienização com água e sabão quando as mãos não estiverem visivelmente sujas.
Duração do procedimento: 20 a 30 segundos.

IMPORTANTE
Para evitar ressecamento e dermatites, não higienize as mãos com água e sabão imediatamente antes ou depois de usar uma preparação alcoólica.
Depois de higienizar as mãos com preparação alcoólica, deixe que elas sequem completamente (sem utilização de papel-toalha).

Passo a passo:
1º. Aplicar na palma da mão quantidade suficiente do produto para cobrir todas as superfícies das mãos.
2º. Friccionar as palmas das mãos entre si. 
3º. Friccionar a palma da mão direita contra o dorso da mão esquerda entrelaçando os dedos e vice-versa.
4º. Friccionar a palma das mãos entre si com os dedos entrelaçados. 
5º. Friccionar o dorso dos dedos de uma mão com a palma da mão oposta, segurando os dedos e vice-versa.
6º. Friccionar o polegar esquerdo, com o auxílio da palma da mão direita, utilizando-se movimento circular e vice-versa.
7º. Friccionar as polpas digitais e unhas da mão direita contra a palma da mão esquerda, fazendo um movimento circular e vice-versa.
8º. Friccionar os punhos com movimentos circulares. 
9º. Friccionar até secar. Não utilizar papel-toalha.

OUTROS ASPECTOS IMPORTANTES DA HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS
Mantenha as unhas limpas e curtas.

DVE (Derivação Ventricular Externa)


DVE – Derivação Ventricular Externa: os cateteres intracranianos são utilizados para monitorar continuamente a PIC, calcular a pressão de perfusão cerebral (PPC) e avaliar a complacência e a auto-regulção cerebral, prevenindo lesões cerebrais secundarias ou agravar lesões existentes. A PIC é resultante de três componentes:

- Componente parenquimatoso: constituídos pelas estruturas encefálicas;

- Componente liquórico: constituídos pelo liquido cefalorraquidiano (LCR) das cavidades ventriculares e do espaço
subaracnóide;

-Componente vascular: caracterizando pelo sangue circulante.

Define-se como a pressão de perfusão cerebral (PPC) o gradiente entre a pressão arterial (PAM) e a PIC, sendo aceitáveis valores acima de 70 mmHg.

Valor da PIC:
0 a 15 mmHg

Formula:
PPC = PAM – PIC

Importante: Aumentos drásticos da PIC podem resultar em isquemia, desvio do encéfalo e possíveis herniação. Como o encéfalo é extremamente vulnerável a isquemia e frequentemente não consegue recuperação funcional plena, a manutenção da oxigenação cerebral através do FSC adequado, estimado clinicamente pela medida da PPC, é essencial para o controle e redução da PIC.

Vantagens
- Detecção precoce da elevação da PIC, permitindo suspeitar de lesões e possíveis herniações;
- Permitir drenagem de líquor e controle da PIC, quando em posição ventricular;
- Permitir adoção de tratamento adequado;
- Avaliar a eficácia do tratamento.

Indicações
-Glasgow inferior a 9, com TC de crânio anormal (hematomas, contusões, edemas ou compressões de cisternas);
-Glasgow inferior a 9, com TC de crânio normal com presença de dois ou mais fatores:
-Idade superior a 40 anos;
-PAS inferior a 90 mmHg;
-Postura anormal (descelebração/decorticação) uni ou bilateral.

Ocorrência de alterações
Os cuidados de enfermagem em pacientes com monitoração da PIC visam manter a circulação encefálica efetiva mediante preservação da PIC e oferta adequada de oxigênio e glicose. Os valores da PIC devem ser correlacionados com os procedimentos realizados nos pacientes como:
-Posicionamento adequado;
-Períodos de agitação psicomotora;
-Alterações hemodinâmicas importantes (hipotensão/hipertermia);
-Estímulos dolorosos;
-Fisioterapia respiratória (aspiração nasal ou nasotraqueal).

PVC (Pressão Venosa Central)


PVC- Pressão Venosa Central: é uma medida hemodinâmica determinada pela interação entre volume intracelular, função do ventrículo D., tônus vasomotor e pressão intratorácica. O valor norma da PVC esta entre 0 a 8 mmHg, medido pela linha media axilar. Os valores abaixo do normal podem sugerir hipovolemia e os valores mais altos podem sugerir sobrecarga volumétrica ou falência ventricular, sendo muito importante a associação aos parâmetros hemodinâmicos.

Representação gráfica daPVC
                                                                                                       V

                                                                              a
            c




Na representação gráfica da PVC, a onda “a“ representa a contração atrial direita, a onda “C“ o fechamento da valva tricúspide e a onda “v“ que representa o enchimento do átrio direito. A PVC é a a medição dos valores das ondas a e v.

*Importante: Arritmias cardíacas como a FA afetam diretamente o valor da PVC.

A mensuração da PVC pode ser obtida através de um cateter (duplo-lúmen) posicionado dentro da veia cava superior, sendo conectado diretamente a uma coluna de agua (método simples e de baixo custo) ou a transdutores eletrônicos de pressão (permiti a visualização do valor e da curva da PVC).

Resultados Esperados
-Medida acurada da PVC.
-Utilização de técnica asséptica para manuseio do sistema.
-Prevenção e identificação precoce de complicações relacionados hipovolemia e sobrecarga volumétrica

sábado, 20 de outubro de 2012

Desequilíbrio Acido/Básico e Valores de Exames Laboratoriais


Desequilíbrio Acido/Básico: são mecanismos orgânicos capazes de manter o equilíbrio do pH sanguíneo, através dos sistemas:
Tampão químico: impedem grandes alterações do pH, liberando ou removendo íons de hidrogênio.
Pulmões: compensam os níveis de dióxido de carbono, portanto a quantidade de acido carbono.
Rins:eliminam ou reabsorvem ions bicarbonato através das células tubulares renais.
A acidez é expressa em pH com valor situado de 7,35 a 7,45.
·         pH acima de 7,0 é alcalino (básico) - Alcalose
·         pH abaixo de 7,o é acido – Acidose

Gasometria
Valores normais Sangue Arterial                                                                   
pH: 7,35 a 7,45                                                                                                                   
PaCO2: 35 a 45 mmHg                                                                                    
PaO2: 80 a 100 mmHg                                                                                   
Saturação de O2: 95% a 100%                                                                      
Base HCO3: 22 a 26 mEq/L                                                                             
BE: -2 a +2 mmol/L     

Valores normais Sangue Venoso     
pH: 7,31 a 7,41   
PaCO2: 41 a 51 mmHg
PaO2: 30 a 40 mmHg   
Saturação de O2: 60% a 85%  
Base HCO3: 22 a 29mEq/L   
BE: 0 a +4mmol/L                                                                        

Desequilíbrio
Acido/Básico

pH
(7,35-7,45)

PaCO2
(35-45)
HCO3(-)
(22-26)
Tratamento
Acidose Metabólica
Normal


Administração de Bicarbonato EV
Alcalose Metabólica
Normal


Reposição de agua e de eletrólitos (Na e K)
Acidose Respiratória

Normal

Melhorar a função respiratória
Alcalose Respiratória

Normal

Reduzir a frequência respiratória


Exames Laboratoriais / Valores
Hematologia
Eritrócitos: 4,2 a 5,6 M/uL
Leucócitos: 3,8 a 11,0 K/mm
Hb: 14 a 18 g/dl
Ht: 39 a 54%
Plaquetas: 140 mil a 450 mil/ml

Marcadores Cardíacos
Troponina I: 0 a 0,1ng/ml
CKMB: 0 a 4 ng/ml
CK Massa: 38 a 174 U/L
Mioglobina: 10 a 95 ng/ml

Bioquímica
Glicose: 70 a 110 mg/dl
Sódio (Na+): 135 a 148 mEq/L
Potássio (K+): 3,5 a 5,5 mEq/L
Creatinina: 0,6 a 1,5 mg/dl
Ureia: 8 a 25 mg/dl